Foi outro dia! Natal, festas, réveillon, ano novo… Tão depressa… O novo ficou velho. 2008 já era!

Como se diz, brincando: “O velhinho está agonizando!” Um ano! Foi bom? Foi ruim? Sob que pon

to de vista? Depende do que fizemos e do que não fizemos, uma coisa e outra em obediência a Deus.

Ano Velho

Aqueles votos de Ano Novo, os do começo de 2008, que aconteceu com eles? Ler a Bíblia todos os dias, orar mais, freqüentar a igreja regularmente, estudar mais, melhorar os relacionamentos familiares, restaurar esta e aquela amizade, controlar o uso da televisão, da internet, parar definitivamente de acessar certos sites, deixar um vício, um pecado persistente…

No começo do ano, o pastor pregou sobre Renovação Espiritual, vitória sobre o pecado, mudanças, testemunho. Depois, na Escola Dominical, fizemos um detalhado estudo sobre Santificação. Pois bem, no transcorrer deste ano, houve alguma renovação na sua vida pessoal e na sua família? Alguma vitória? As coisas melhoraram ou pioraram? Você poderia dizer que, pela graça de Deus, é melhor hoje do que no começo de 2008?  Mais santo, mais puro, mais amoroso, mais calmo, mais paciente, mais amigo, mais presente e participativo na sua igreja? Um ano, 365 dias para crescer, fazer diferença! O apóstolo Paulo escreveu ao jovem Timóteo: “Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto (1 Tm 4.15). E aos cristãos de Filipos, ele escreveu: “Faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção” (Fp 1.9).

Não estamos falando de circunstâncias adversas, incluindo perdas materiais ou, pior, de entes queridos. Tais circunstâncias causam sofrimento e  tristeza, mas não “estragam” um ano, não o fazem um ano ruim. Tiago até escreveu: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tg 1.2-4).

Nossa avaliação deve ser interior,  não circunstancial. Priorizamos Deus a ponto de gastar tempo com a Palavra, com a oração, com sua igreja, e buscarmos a Renovação e a santificação referidas? E a consciência de nossa missão no mundo? Afinal somos “sal da terra” e “luz do mundo”. E temos este mandamento do Senhor: “Ide… e pregai!”

À luz destas ponderações é que podemos avaliar se o Ano Velho foi bom ou ruim.

Ano Novo.

Não podemos mudar o passado. O que fizemos, fizemos; o que não fizemos, não fizemos. Entretanto, podemos desejar um Ano Novo melhor, tanto para nós mesmos quanto para os nossos queridos, nossa igreja, nossa nação. 2009 poderá ser muito melhor, se levarmos o Senhor a sério, e o amarmos “de todo o coração…” e ao  próximo como a nós mesmos (Lc 10.27). Isto implica em fazer aquelas coisas excelentes que falhamos em fazer, pelo menos com perseverança, em 2008, e que já foram mencionadas: estudo bíblico, oração, presença assídua e participação nos ministérios da igreja, compromisso, relacionamentos cristãos, vitória nas tentações, mudanças, testemunho, evangelismo…

Você é parte importante desta igreja, e se ela vai ter um ano bom ou ruim, depende de você… de cada um de nós. Não adiante criticar, lamentar ou somente sonhar. Precisamos de oração e ação, de cada um.

Conselhos para o Ano Novo

No meu arquivo, sob o título “Natal e Ano Novo”, encontrei um papel antigo, amarelado, com esses conselhos para o Ano Novo. Não sei se eu mesmo os escrevi, para algum boletim, ou se foi algum outro.

Em tudo o que fizer procure:

1) Obter resultados. Nada de fazer por fazer, Seja objetivo, pragmático. Procure obter resultados concretos, mensuráveis e que beneficiem o maior número possível de pessoas.

2) Fazer as coisas certas. Quem faz certo, faz uma vez só. Não desperdice tempo nem material. Pense antes de fazer. Planeje cada ação, cada etapa.

3) Otimizar o uso dos recursos. A mão que economiza é a mão que não pede. Poupar é fazer  uso adequado dos recursos, por mais escassos que sejam.

4) Ser simples e criativo. Pode haver uma maneira mais simples e prática de fazer essa tarefa.

5) Transformar problemas em soluções. Sempre que surgir um problema, comece a buscar a solução. Jamais seja parte do problema. Fique do lado da solução.

Éber César, Boletim IPLM 28/12/2008