Sou do tempo das paradas do Sete de Setembro. Em agosto, a fanfarra começava seus ensaios. Então, vinham os ensaios das paradas nas ruas. No Dia da Pátria, vestíamos uniformes diferentes, brancos. Por duas vezes, tive a honra de portar a bandeira nacional, à frente do pelotão! Multidões nas ruas assistindo o desfile, sacudindo bandeirolas… Havia civismo e patriotismo!

Hoje, quase não vemos paradas. Para a maioria, o dia da nossa independência é apenas um feriado como outro qualquer. Não valorizamos devidamente o famoso Grito do Ipiranga: “Independência ou morte!” E será que valorizamos nossa independência? Lutaríamos por ela, até à morte? Amamos nossa Pátria? Orgulhamo-nos do nosso país? Do verde-amarelo mais que do rubro-negro ou do tricolor? Talvez um pouco… na Copa, no Pan, nas Olimpíadas!

Entretanto, quando, em 1822, o Príncipe Regente D. Pedro gritou “Independência ou morte!”, ele o fez liderando brasileiros dispostos a morrerem por sua Pátria. Seria melhor do que viver sem liberdade, subjugados a Portugal e explorados.

Independente, o Brasil fez o seu caminho e tornou-se uma grande nação. Com uma superfície total de 8.547.403 km², o Brasil é o quinto maior país do mundo, depois da Rússia, China, Canadá e Estados Unidos. Nossa Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo. Temos 7.367 km de praias, 26 estados (mais o Distrito Federal), 5.564 municípios, 189,612,814 habitantes, o quinto maior contingente populacional do mundo. Somos um povo alegre, comunicativo, hospitaleiro, abraçador. Tivemos e temos muitos problemas, mas devemos agradecer sempre a Deus por essa terra maravilhosa, rica em petróleo e minerais, produtiva, resguardada de vulcões, terremotos, tornados, tsunamis e guerras.

É verdade também que, nestes últimos anos, governos sucessivos têm, de algum modo, controlado a inflação e levado o país a um certo desenvolvimento.

Como cristãos, devemos agradecer a Deus a liberdade religiosa. Podemos nos reunir à vontade, podemos pregar e distribuir Bíblias e literatura evangélica o quanto quisermos. De fato, como se sabe, nestes últimos anos, de um modo ou de outro, o Evangelho cresceu muito neste país.

Mas é preciso listar alguns dos nossos problemas quase crônicos, e orar pelo Brasil: a corrupção nos altos escalões do Governo e da política de modo geral, a violência nas grandes cidades, a pobreza, a saúde, a educação, a moralidade… Vendemos turismo sexual! Importamos, produzimos, consumimos e exportamos mais pornografia do que alimentos!

Dissemos que a igreja evangélica cresceu muito por aqui nestes últimos anos, mas, em grande medida, cresceu com motivações erradas e doutrinação equivocada, prejudicial.

Sim, precisamos orar muito por nosso país, por nossas cidades, por nossas famílias, por nossas igrejas.
Particularmente, eu creio que nossas igrejas precisam de um grande e poderoso avivamento espiritual. E creio que igrejas avivadas, santificadas e cheias do Espírito, atuando, de fato, como “sal da terra” e “luz do mundo” farão grande diferença, em cada cidade e no país como um todo.
“Minha Pátria para Cristo…” não deveria ser apenas um hino… Deve ser o anelo profundo e sincero do nosso coração brasileiro.

Pr. Éber Lenz César, no boletim da Igreja Presbiteriana Luz do Mundo, em 07/09/2008