Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
26 Aug
Dos quatro evangelistas, somente Mateus e Lucas contam como se deu o nascimento de Jesus. O
Dr. Lucas enfatiza mais a virgindade de Maria e a concepção miraculosa do menino Jesus. Ele conta que o anjo Gabriel apareceu a uma virgem desposada com certo homem, cujo nome era José. A virgem chamava-se MARIA. O anjo lhe disse: “Alegre-se, agraciada! O Senhor está com você!… Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus…” Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se sou virgem?” O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado Santo, Filho de Deus.” (Lc 1.26-35).
Mateus dá prosseguimento à história e conta que JOSÉ, ao saber da gravidez de Maria, pensou em “anular o casamento, secretamente”. Mas um anjo lhe apareceu, em sonho, e lhe disse: “José, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.18-21).
Neste ponto, Mateus acrescenta um nota particularmente importante “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel, que significa ‘Deus conosco’”.(Mt 1.23 e Is 7.14). O evangelista termina a história dizendo que “José… fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa…” v.24).
Maria, bendita entre as mulheres.
De acordo com Lucas, Maria viajou em seguida ao seu casamento, e foi passar uns tempos na casa de Zacarias e Isabel, na Judéia (1.39-40,56). Isabel, que era parenta de Maria, estava no sexto mês de gravidez, esperando João Batista (1.36).
Assim que Maria chegou à casa de Isabel, esta sentiu o bebê estremecer no ventre, e ficou possuída do Espírito Santo. Não precisou Maria dar-lhe a auspiciosa notícia de sua própria gravidez, e de que Jesus, o Salvador, estava a caminho. Isabel o soube prontamente, talvez por revelação do Espírito Santo. Não se contendo de exultação, exclamou: “Bendita é você entre as mulheres, e bendito é o filho que você dará à luz!” (1.39-45).
A resposta humilde de Maria foi um cântico de louvor a Deus, hoje conhecido em todo o mundo por sua primeira palavra, na versão latina: “MAGNIFICATE” (engrandece): “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador… (1.46-55).
O exemplo de José e Maria.
Os jovens José e Maria, por sua piedade, pureza moral e obediência a Deus se tornaram um modelo para os jovens crentes de todos os tempos. Ambos os relatos referem a virgindade de Maria. Certamente, a mensagem principal dessas passagens é de cunho teológico: o nascimento virginal de Jesus, assim como seus ensinos e suas obras posteriores, serviu para mostrar, desde o começo, que ele era o Filho de Deus (Lc 1.35), o “Emanuel”, o “Deus conosco” (Mt 1.23).
Contudo, secundariamente, a história toda valoriza a castidade de José e a virgindade de Maria. “Os tempos mudam”, dizem. “Castidade e virgindade já eram!” Não para os namorados e noivos crentes. (ver I Ts 4.3-7).
Além disso, José e Maria foram obedientes à voz de Deus, que lhes falou através do anjo. Seus exemplo de santidade é parte das maravilhosas histórias do Natal de Cristo. Tenhamo-lo em mente ao celebrarmos uma vez mais aquele Natal, e renovemos nosso propósito de viver uma vida santa, agradável a Deus e, conseqüentemente, mais honrada e feliz.
O nascimento de Jesus.
Faltando pouco para Maria dar à luz o menino Jesus, i Imperador César Augusto decretou o recenseamento de todo o império. Todos teriam que ir à sua cidade de origem a fim de alistar-se (Lc 2.1-3). Por causa disto, José e Maria, que há muito viviam em Nazaré, na Galiléia, tiveram que viajar até Belém, na Judéia, sua terra natal. Só podemos imaginar as dificuldades, principalmente para Maria! Mais de 200 km, sobre um jumentinho, grávida de oito ou nove meses! E quando chegaram, o melhor que encontraram para ficar foi um estábulo…
Não foi por acaso que Jesus nasceu em Belém. Estava profetizado que ele nasceria ali (Mq 5.2 e Mt 2.4-6). Curiosamente, “Belém” significa “casa do pão”. Jesus diria, posteriormente: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome…” (Jo 6.35). Belém era a “cidade de Davi” (Jo 7.42). Nas campinas de Belém, o jovem Davi apascentou as ovelhas de seu pai. Jesus nasceu humildemente em Belém para ser o “Bom Pastor” e cuidar das ovelhas de seu Pai (Jo 10.14-15).
Pr. Éber Lenz César, Igreja Presbiteriana Luz do Mundo, novembro 2008.
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