Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
10 Aug
Introdução.
Em sua primeira viagem missionária, o apóstolo Paulo passou pela Galácia, pregando em Antioquia da Psídia, Icônio, Listra e Derbe (At 13-14). Posteriormente, de volta a Antioquia da Síria, de onde partira para aquela viagem, ele soube que seus filhos espirituais na Galácia, maioria deles gentios, estavam sendo convencidos por alguns judeus legalistas de que, para serem cristãos e salvos, eles tinham que se circuncidar e observar a Lei mosaica (ver At 15.1). O apóstolo ficou indignado, posto que tal ensino contradizia sua pregação sobre a suficiência da fé em Cristo para a salvação e, conseqüentemente, enfraquecia sua autoridade apostólica. Paulo, então escreveu aos Gálatas (em 47 d.C), corrigindo-os e, ao mesmo tempo, defendendo seu apostolado. Esta foi a primeira das treze cartas de Paulo preservadas no Novo Testamento.
Domingo – Gl 1.1-5. Paulo começa afirmando que é apóstolo (mensageiro, enviado) “não da parte de homens…”. Deus o constituiu apóstolo! Ainda e já nesta saudação inicial, ele declara a essência do evangelho (v.4). Note que não é só expiação e perdão, mas também libertação e santificação (“desarraigar deste mundo perverso”, arrancar com as raízes…). Ainda temos raízes no mundo? Estamos presos a antigos vícios e pecados? Ver Tt 2.11-12.
Segunda – Gl 1.6-9. Paulo se surpreendeu com o retrocesso doutrinário e espiritual dos Gálatas. Eles estavam deixando o “evangelho da graça de Cristo” e aceitando “outro evangelho”, o das obras. Na verdade, não era “outro evangelho”, apenas uma perversão do evangelho de Cristo (v.7). Em nossos dias, há muita perversão do evangelho… e muitos deixam-se enganar! Mas veja os vs.8-9. Não importa quem prega… Se não tem base bíblica, é falso! E cuidado com as alegadas “bases bíblica”! Os que distorcem a Palavra são amaldiçoados (v.8, final). Coisa séria!
Terça – Gl 1.10-24. Paulo pregava com a intenção de agradar a Deus, não aos homens (v.10). Todavia, ele queria que seus ouvintes e leitores soubessem (para o bem deles) que o que ele pregava era é de Deus, não de homens. Por isso, referiu seus equívocos passados, sua conversão, seu chamamento e o início de seu ministério. Ele fora zeloso antes, como fariseu; muito mais agora, como cristão! No começo, ele não foi a Jerusalém pegar sermões com os apóstolos mais antigos (v.17). Só foi lá três anos depois, para compartilhar experiências com Pedro e Tiago. As pessoas acreditavam na sua conversão e apostolado (vs. 21-24).
Quarta – Gl 2.1-10. A autoridade apostólica de Paulo não dependia dos líderes mais influentes da igreja em Jerusalém, mas de Deus, e ele não pregava para agradar a homens… Mesmo assim, após uns anos de ministério, voltou a Jerusalém e conversou com os líderes sobre o que pregava aos gentios. Sabia que seu ministério seria prejudicado ou “em vão” se eles se opusessem. Mas eles foram bastante abertos diante da nova situação – ou seja, a evangelização e conversão de gentios (ver 2.3,9; 1.7 com At 15.1).
Quinta – Gl 2.11-14. Durante uma visita de Pedro a Antioquia, Paulo o repreendeu “na presença de todos”. E por que? Porque Pedro teve um comportamento incoerente: estava comendo com os gentios sem problemas, mas quando chegaram “alguns da parte de Tiago” (judeus de Jerusalém), ele dissimulou, tentou fazer parecer que não comia com os gentios incircuncisos. Os de Jerusalém poderiam não gostar. Procedemos de forma incoerente (hora sim, hora não) dependendo de quem nos vê?
Sexta – Gl 2.15-17. Paulo entendeu que Pedro estava “em cima do muro” sobre a alegada necessidade dos gentios convertidos se circuncidarem e cumprirem a Lei mosaica para serem cristãos (ver At 15.1). Então, Paulo faz um sermãozinho sobre justificação pela fé, não pelas obras. É a fé em Cristo (com a certeza da expiação dos nossos pecados) que nos faz justos aos olhos de Deus, não os nossos esforços para obedecer a Lei. No v.17 Paulo responde a uma suposta objeção: “Certo. Então por que vocês que crêem nesta justificação ainda são pecadores, tanto como os gentios? Será que Cristo os induz a pecar?” Paulo declara enfaticamente: “Certo que não!” Não seria possível!
Sábado – Gl 2.18-21. Tradução mais clara: “Mas se tentar reconstruir toda a estrutura da justificação, pela lei, então, com certeza, me torno pecador. Pela Lei morri e agora, morto para as exigências da Lai, posso viver para Deus. Quanto à Lei… crucificado com Cristo! Minha vida atual já não é a do velho “eu”, mas é Cristo que vive em mim!” (J.B.Phillips). Isto é liberdade em Cristo! Obedecemos por um impulso espiritual dentro de nós, e não por imposição de uma Lei externa.
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