Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
26 Aug
Na pequena cidade de Judá onde viviam Zacarias e Isabel, não se falava de outra coisa: “Um anjo apareceu a Zacarias… Isabel vai ter um filho… Quem diria?”
Foram meses de expectativa geral. Então, “ao se completar o tempo de Isabel dar à luz, ela teve um filho…” (Lc 1.57). Em obediência à vontade revelada de Deus, Zacarias e Isabel lhe deram o nome de João, que significa graça ou favor de Deus.
Em face desta graça, os vizinhos, impressionados, perguntavam: “O que vai ser este menino?” (Lc 1.65-66). Esta é, ainda hoje, a pergunta que pais, parentes e amigos fazem quando nasce uma criança. Zacarias e Isabel, muito excepcionalmente, souberam, de antemão, qual seria o caráter do filho e o que ele faria na vida. O anjo lhes antecipou estas informações.
O caráter de João.
O anjo dissera a Zacarias: ele “será grande aos olhos do Senhor… nunca tomará vinho ou bebida fermentada, e será cheio do Espírito Santo…” (1.15). Note: “grande aos olhos do Senhor…” O mundo geralmente avalia as pessoas pela beleza física, cultura, riquezas e bens. Mas Deus vê o coração, o caráter, a espiritualidade. João foi um homem simples (Mt 3.4; Lc 7.25); por toda a sua vida, ele nunca bebeu nada que o pudesse embriagar, e sempre foi cheio do Espírito Santo (Lc 1.15 com Ef 5.18). Além disso, “a mão do Senhor estava com ele” (Lc 1.66). Por todos estes motivos, Jesus disse a respeito de João: “Entre os que nasceram de mulher não há ninguém maior do que João” (Lc 7.28).
A missão de João.
O anjo que anunciou o nascimento de João, dissera também: Ele “fará retornar muitos dentre o povo de Israel ao Senhor, o seu Deus. E irá adiante do Senhor, no espírito e poder de Elias, para fazer voltar o coração dos pais a seus filhos e os desobedientes à sabedoria dos justos, para deixar um povo preparado para o Senhor” (1.15-17). Num sentido, o missão de João foi única, pois ele preparou o caminho para o ministério terreno de Jesus. Noutro sentido, porém, ele fez o que todos os crentes cheios do Espírito Santo podem e devem fazer: ajudar as pessoas a se voltarem para Deus e para Jesus, ser um instrumento de Deus na reconciliação de pais e filhos, e insistir na necessidade de obediência a Deus. É assim que se prepara o caminho para Cristo.
Os pais sempre querem que seus filhos sejam grandes, isto é, inteligentes, bem sucedidos, notáveis. Não tem nada errado com isto. Porém, pais e filhos precisam saber em que consiste a verdadeira grandeza, o verdadeiro sucesso. João foi o maior porque seus pais foram piedosos e obedientes a Deus, e porque ele próprio, auxiliado pelo Espírito, creu em Cristo (Jo 1.32-34) e viveu uma vida simples, separada para Deus e consagrada ao serviço de Deus no mundo. Não podemos desejar e pedir a Deus nada melhor para nós próprios e para os nosso filhos.
O chamado de João.
Em Lc 3.1-14, o evangelista descreve brevemente o chamado e o ministério de João, o Precursor de Cristo. Sobre o chamado, note duas coisas.
Lucas situa historicamente o chamado e o início do ministério de João. Foi “no décimo-quinto ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia; Herodes tetrarca da Galiléia; seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e Traconites; e Lisânias, tetrarca de Abilene; Anás e Caifás exerciam o sumo sacerdócio…” Não vamos comentar aqui o caráter e o desempenho destes líderes políticos e religiosos. Basta-nos saber que uns e outros foram extremamente corruptos, e que aquela foi uma época sombria da história.
Ora, foi justamente naqueles dias difíceis que “veio a palavra do Senhor a João… no deserto” (v.2). Saibamos não desesperar nem por nós mesmos nem pela causa do Senhor quando predominam a incredulidade, a imoralidade, a corrupção, a violência e a miséria. Deus pode estar preparando a redenção…
Além disso, observe que João estava “no deserto” quando Deus lhe falou. Talvez tivesse ido para o deserto da Judéia a fim de preparar-se para o ministério que Deus tinha para ele, segundo as palavras do anjo a Zacarias, seu pai (1.15-17). Moisés também estava no deserto quando Deus o comissionou (Êx 3-4); o próprio Jesus passou quarenta dias no deserto antes de começar o seu ministério (Lc 4); Paulo passou três anos nos desertos da Arábia antes de dar início às suas viagens missionárias (Gl 1.15-17). É no isolamento e na quietude do “deserto” ou do quarto fechado que melhor podemos ouvir a voz de Deus e preparar-nos para o ministério que ele tem para nós, qualquer que seja.
Pr. Éber Lenz César, Igreja Presbiteriana Luz do Mundo, novembro 2008.
26 Aug
Dos quatro evangelistas, somente Mateus e Lucas contam como se deu o nascimento de Jesus. O
Dr. Lucas enfatiza mais a virgindade de Maria e a concepção miraculosa do menino Jesus. Ele conta que o anjo Gabriel apareceu a uma virgem desposada com certo homem, cujo nome era José. A virgem chamava-se MARIA. O anjo lhe disse: “Alegre-se, agraciada! O Senhor está com você!… Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus…” Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se sou virgem?” O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado Santo, Filho de Deus.” (Lc 1.26-35).
Mateus dá prosseguimento à história e conta que JOSÉ, ao saber da gravidez de Maria, pensou em “anular o casamento, secretamente”. Mas um anjo lhe apareceu, em sonho, e lhe disse: “José, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.18-21).
Neste ponto, Mateus acrescenta um nota particularmente importante “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel, que significa ‘Deus conosco’”.(Mt 1.23 e Is 7.14). O evangelista termina a história dizendo que “José… fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa…” v.24).
Maria, bendita entre as mulheres.
De acordo com Lucas, Maria viajou em seguida ao seu casamento, e foi passar uns tempos na casa de Zacarias e Isabel, na Judéia (1.39-40,56). Isabel, que era parenta de Maria, estava no sexto mês de gravidez, esperando João Batista (1.36).
Assim que Maria chegou à casa de Isabel, esta sentiu o bebê estremecer no ventre, e ficou possuída do Espírito Santo. Não precisou Maria dar-lhe a auspiciosa notícia de sua própria gravidez, e de que Jesus, o Salvador, estava a caminho. Isabel o soube prontamente, talvez por revelação do Espírito Santo. Não se contendo de exultação, exclamou: “Bendita é você entre as mulheres, e bendito é o filho que você dará à luz!” (1.39-45).
A resposta humilde de Maria foi um cântico de louvor a Deus, hoje conhecido em todo o mundo por sua primeira palavra, na versão latina: “MAGNIFICATE” (engrandece): “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador… (1.46-55).
O exemplo de José e Maria.
Os jovens José e Maria, por sua piedade, pureza moral e obediência a Deus se tornaram um modelo para os jovens crentes de todos os tempos. Ambos os relatos referem a virgindade de Maria. Certamente, a mensagem principal dessas passagens é de cunho teológico: o nascimento virginal de Jesus, assim como seus ensinos e suas obras posteriores, serviu para mostrar, desde o começo, que ele era o Filho de Deus (Lc 1.35), o “Emanuel”, o “Deus conosco” (Mt 1.23).
Contudo, secundariamente, a história toda valoriza a castidade de José e a virgindade de Maria. “Os tempos mudam”, dizem. “Castidade e virgindade já eram!” Não para os namorados e noivos crentes. (ver I Ts 4.3-7).
Além disso, José e Maria foram obedientes à voz de Deus, que lhes falou através do anjo. Seus exemplo de santidade é parte das maravilhosas histórias do Natal de Cristo. Tenhamo-lo em mente ao celebrarmos uma vez mais aquele Natal, e renovemos nosso propósito de viver uma vida santa, agradável a Deus e, conseqüentemente, mais honrada e feliz.
O nascimento de Jesus.
Faltando pouco para Maria dar à luz o menino Jesus, i Imperador César Augusto decretou o recenseamento de todo o império. Todos teriam que ir à sua cidade de origem a fim de alistar-se (Lc 2.1-3). Por causa disto, José e Maria, que há muito viviam em Nazaré, na Galiléia, tiveram que viajar até Belém, na Judéia, sua terra natal. Só podemos imaginar as dificuldades, principalmente para Maria! Mais de 200 km, sobre um jumentinho, grávida de oito ou nove meses! E quando chegaram, o melhor que encontraram para ficar foi um estábulo…
Não foi por acaso que Jesus nasceu em Belém. Estava profetizado que ele nasceria ali (Mq 5.2 e Mt 2.4-6). Curiosamente, “Belém” significa “casa do pão”. Jesus diria, posteriormente: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome…” (Jo 6.35). Belém era a “cidade de Davi” (Jo 7.42). Nas campinas de Belém, o jovem Davi apascentou as ovelhas de seu pai. Jesus nasceu humildemente em Belém para ser o “Bom Pastor” e cuidar das ovelhas de seu Pai (Jo 10.14-15).
Pr. Éber Lenz César, Igreja Presbiteriana Luz do Mundo, novembro 2008.
22 Aug
Em mensagens anteriores, comentamos que, na história de Israel, os períodos de crise e de avivamento se sucedem. Em outras palavras, sempre houve altos e baixos. Vimos que a descontinuidade dos avivamentos esteve ligada hora à falta de liderança espiritual, hora ao pecado coletivo (Êx 32) ou individual (Js 7).
O avivamento que começou com a “renovação da aliança” em Siquém, sob a liderança de Josué, (more…)
14 Aug
Com títulos tais como “O faz-de-conta das Olimpíadas de
Pequim”, “Farsa olímpica” e “Parece, mas não é”, jornais e sites nacionais e estrangeiros publicaram, no último dia 12, “detalhes reveladores da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Pequim”.
A menina Lin Miaoke, de 9 anos, que cantou a música “Ode à Pátria”, na verdade não cantou; ela apenas dublou a voz de outra menina… Foi o diretor musical do evento que resolveu contar. “Quem cantou de verdade foi Yang Peiyi, de 7 anos, vencedora do concurso que escolheu a melhor cantora para a festa. (more…)
11 Aug
10 Aug
Introdução.
Em sua primeira viagem missionária, o apóstolo Paulo passou pela Galácia, pregando em Antioquia da Psídia, Icônio, Listra e Derbe (At 13-14). Posteriormente, de volta a Antioquia da Síria, de onde partira para aquela viagem, ele soube que seus filhos espirituais na Galácia, maioria deles gentios, estavam sendo convencidos por alguns judeus legalistas de que, para serem cristãos e salvos, eles tinham que se circuncidar e observar a Lei mosaica (ver At 15.1). (more…)
9 Aug