Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
4 Jul
“Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para salvação” (I Pe. 2.2)
O apóstolo Pedro escreveu esta carta aos cristãos que viviam dispersos por toda o antigo Império Romano, sempre perseguidos. Queria encorajá-los a permanecer firmes na fé. Na época, o apóstolo, já idoso, vivia em Roma, que ele chama de “Babilônia” (I Pe 5.13). Ele escreveu sobre a garantia da salvação, as implicações da salvação (santidade, temor, amor, participação numa comunidade espiritual, relacionamento sociais), o sofrimento e o serviço dos cristãos.
Domingo – I Pe 1.1-2. Dispersão (“diáspora”, no grego) era o termo técnico para designar os judeus que viviam fora da Palestina e que falavam o grego (Jo 7.35). Com o testemunho dos cristãos expulsos de Jerusalém (At 8.1) e as viagens missionárias de Paulo, muitos deles tornaram-se cristãos. Pedro os conforta lembrando-lhes que foram alvo da eleição ou escolha soberana, graciosa e eterna de Deus (ver 2.9-10). Nós também fomos!
Segunda – I Pe 1.3-9. Pedro, ao mesmo tempo, louva a Deus e encoraja os crentes referindo (a) nossa esperança de ressurreição, visto que Cristo ressuscitou; (b) nossa herança celestial (vs.3-5 com I Co 2.9). Esta certeza de um futuro glorioso, ajuda-nos a superar, até com alegria, os sofrimentos do presente (v.6), até porque, o sofrimento fortalece e purifica a nossa fé. (Isto é diferente das promessas da chamada “teologia da prosperidade)!
Terça – I Pe 1.10-12. Os profetas do Velho Testamento preanunciaram a vinda do Messias (Cristo), falaram de seus sofrimentos e glórias posteriores, tal como a ressurreição. Eles mesmos não vivenciaram estas coisas, os cristãos do Novo Testamento, sim! E nós também, ouvindo a pregação do evangelho. Que privilégio!
Quarta – I Pe 1.13-21. Importante passagem sobre santificação. “Santo” quer dizer “separado”. No Velho Testamento, Israel foi separado das outras nações para ser diferente e servir a Deus; no Novo Testamento, a Igreja é separada do do mundo (não fisicamente) para ser diferente e servir a Deus (Jo 15.19; 17.14-18; I Pe. 2.9). Note a motivação para ser santo: (a) o juízo ou julgamento de Deus; havemos de dar conta… (v.17); (b) o amor de Deus e de Cristo, que nos resgatou… (vs.18-19).
Quinta – I Pe 1.22-25. A santidade envolve, principalmente, obediência à Palavra e, em conseqüência, o amor fraternal “não fingido”, “de coração”, “ardentemente” (v.22). Isto é um fruto natural de semente da Palavra posta em nosso coração.
Sexta - I Pe 2.1-3. Note o “portanto”, quer dizer, em razão da santidade referida, tempos que nos despojar (livrar) de… e desejar intensamente a leitura e pregação da Palavra (v.1 com Tg 1.21). A Palavra aqui é descrita como “genuíno leite espiritual”, “genuíno”, não falso, não misturado com água ou impurezas. Tem muito livro e muita pregação por aí que mistura “sã doutrina” com heresias. Cuidado! Ver II Tm 4.1-4.
Sábado – I Pe 2.4-8. Aqui, Pedro refere-se a Cristo como “pedra viva”, a “pedra angular” ou principal de um edifício (hoje, estaca principal ou alicerce). Quando nos “achegamos a ele” ou nos unimos a ele, pela fé, e o recebemos como nosso Salvador e Senhor, tornamo-nos “pedras vivas” (tijolos) neste edifício espiritual que é a igreja… E isto para servir a Deus!
Pr. Éber César
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