Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
4 Jul
“Tornai-vos praticantes da palavra…” (Tg 1.22)
Domingo – Tiago 4.13-17. Estes versículos nos ensinam que é presunção ou mesmo arrogância planejar qualquer coisa sem oração e dependência de Deus. Nós nem sabemos se estaremos vivos amanhã… Prá tudo, convém dizer “Se o Senhor quiser…” Não mecanicamente, por hábito, mas sinceramente. Temos que ter cuidado com esse positivismo exagerado, ensinado até por pastores: “Eu posso!” “Eu farei… Nada me impedirá!” “Eu declaro!”, “Eu profetizo!” “Não desista dos seus sonhos!” (A menos que sejam os de Deus para nós!)
Segunda – Tiago 5.1-6. A Bíblia não condena a riqueza em si. Em muitas passagens ela é vista como bênção de Deus (Pv 10.22). Mas a Bíblia condena a ganância (I Tm 4.8-10,17-18), e, como nesta passagem de Tiago, as riquezas adquiridas através de exploração do trabalhador e de corrupção. Compare vs.2-3 com Mt 6.19-21.
Terça – Tiago 7.11. Grande lição de paciência! Paciência para suportar e vencer as dificuldades “até à vinda do Senhor”. Se temos paciência, não nos queixamos uns dos outros (v.9, lembrando Fp 1.6). Exemplos de paciência: os lavradores, que semeiam e esperam pelo crescimento e frutos (7); os profetas, idem, no âmbito espiritual (10), e Jó (11). Lembre-se: paciência é “fruto do Espírito” (Gl 5.22-23),
Quarta – Tiago 4.12. O que se proíbe aqui é o juramente ou voto que chama como testemunhas coisas inanimadas do céu ou da terra. Na Bíblia isto é uma forma de idolatria. Só Deus, que é onipresente e onipotente, pode ser testemunha de juramentos ou votos justos, piedosos e solenes, os quais a Bíblia permite (Ed 10.5; Ne 5.12; Hb 6.15-17). Jesus condenou o juramento leviano, que pretende compensar a falta de palavra ou mesmo intenções maliciosas: “Eu juro!” (Mt 5.33-37). Um cristão verdadeiro tem palavra! “Sim” é sim mesmo; “não” é não mesmo!
Quinta – Tiago 4.13-15. O v.13 ensina a solidariedade na dor (com oração) e na alegria (com cânticos de louvor). Compare com Rm 12.15. Parentes e amigos de um irmão doente podem orar por ele, mas também podem e devem chamar uma representação oficial da igreja para este fim (v.14). O óleo era muito usado na medicina (Lc 10.34); era, também, um símbolo do poder curador de Deus. O óleo mesmo não tem poder, não é mágico, não é indispensável. Não há menção dele em muitas curas narradas na Bíblia. Todavia, a “oração da fé”, isto é, feita com fé, em nome do Senhor e segundo a sua vontade, tem poder! (Jo 16.23-24; I Jo 5.14).
Sexta - Tiago 4.16-18. Falando de oração por cura, Tiago menciona a confissão de pecados. Mesmo quando a doença não resulta de pecados específicos, tanto o doente como os que oram por ele devem confessar, reparar ou deixar seus pecados (ver Sl 66.18). A experiência de Elias é encorajadora! (vs.17-18).
Sábado – Tiago 4.19-20. Como é importante o ministério de reencaminhamento amoroso do irmão que se desvia da verdade! Note que isto é da responsabilidade de todos, não apenas dos pastores e presbíteros! Ver Gl 6.1.
Pr, Éber César
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