Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
3 Jul
“Tornai-vos praticantes da palavra…” (Tg 1.22)
Domingo – Tiago 2.14-17. Esta passagem tem dado lugar a muitos debates porque parece contradizer o claro ensino do apóstolo Paulo sobre salvação “pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.28; Gl 2.16; Ef 2.8-9). Mas Tiago não questiona o fato que a salvação é pela fé; ele somente argumenta que a fé, quando verdadeira, manifesta-se através de boas obras. Jesus ensinou isso (Mt 5.14-16). Paulo também (Ef 2.110; Tt 2.11-14). No exemplo de Tiago, vemos que meras palavras não significam nada. É preciso fazer! Nossa vida é um bom testemunho ou confirmação de nossa fé?
Segunda – Tiago 2.18-26. Tiago insiste em mostrar que fé sem obras não vale nada… No v.18, ele imagina um indivíduo que supostamente não tem fé, mas tem obras (age), desafiando um outro que supostamente tem fé, mas não tem obras (não age). Qual deles, mais provavelmente, teria a fé que salva, que transforma? O v. 19 lembra que até os demônios crêem (sabem, acreditam)… sem mudança alguma! Qual é o nosso caso? Seguem-se os exemplos de Abraão e Raabe…
Terça – Tiago 3.1-12. Parece que, já naquele tempo, a língua era um problema sério, mesmo entre os crentes… Tiago usa toda esta seção para advertir contra os pecados da línga. Note as figuras usadas, coisas pequenas que têm grande poder, seja para o bem, seja para o mal: freio (3), leme (4), fagulha (5). Leia com atenção os vs. 9-12, notando a observação “Não é conveniente que estas coisas sejam assim”. Não mesmo! “Só Jesus na causa!” (Gl 5.22-23).
Quarta – Tiago 3.13-18. Somos “sábios e entendidos”? Como podemos mostrar que somos? (v.13. Isto inclui o bom uso da língua). O contrário seria… (vs.14-16). Mas a sabedoria lá do alto é outra coisa! (v.17). Com tal sabedoria, semeamos “em paz” com os que promovem a paz, e colhemos os bons frutos da justiça. Ver 1.5 e Mt 6.33).
Quinta – Tiago 4.1-5. Por que as pessoas se desentendem, brigam, fazem guerra? (v1). Não é assim que conseguimos as coisas! Conseguimos pedindo-as a Deus! Mas não para satisfazer vaidades, luxo, prazeres mundanos (v.3-4). O v.5 reforça o v.4 com uma afirmação surpreendente. O “ciúme” do Espírito não é pecaminoso, evidentemente; é um anseio amoroso por nossa fidelidade, como em Mt 6.24; 10.37.
Sexta - Tiago 4.6-10. Por que ficar de amores com o mundo (v.4) se é Deus quem tem mais e melhores coisas para nos dar (v.6). No v. 7: uma atitude decisiva: sujeitar-se ou obedecer sempre a Deus, dizendo não ao diabo! E mais… (vs. 8-10). V. 9 fala de arrependimento, contrição, lamento pelo pecado…
Sábado – Tiago 4.11-12. Este é um dos pecados da língua, dos mais comuns. Geralmente está associado à inveja, ao despeito. Esse pecado destrói a comunhão e transgride a lei régia (a lei maior) do amor. Que fala mal dos outros peca contra a Lei de Deus, pois julga e coloca-se acima desta Lei.
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