“Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para salvação” (I Pe 2.2)

Domingo – I Pe 2.9-10. Nesta bela e importante passagem o apóstolo atribui à igreja do Novo Testamento os mesmos títulos que, no Velho Testamento, eram atribuídos a Israel, o Povo de Deus. A expressão “Vós, porém…” contrasta o destino da igreja com o dos descrentes, referido no v. 8. Note que fomos feitos “raça eleita”, “sacerdócio real”, “nação santa” ou “de propriedade exclusiva de Deus” a fim de proclamarmos… Temos privilégios e responsabilidades!

Segunda – I Pe 2.11-17. Tanto os privilégios como as responsabilidades (referidos ontem), exigem que sejamos cristãos exemplares. Este é o assunto de Pedro aqui e no restante da epístola. Temos que: (a) vencer as “paixões carnais” (v.11 com Gl 5.19-21); (b) dar um bom exemplo ou testemunho diante dos descrentes (v.12); (c) respeitar e obedecer às autoridades (vs. 13-16); (d) tratar bem as pessoas (v.17).

Terça – I Pe 2.18-25. Os que prestam serviço a outros (empregados), sendo cristãos, “raça eleita, sacerdócio real, nação santa”, também têm que proceder santamente, mesmo quando o “patrão” é injusto e os faz sofrer… O apóstolo cita o exemplo supremo de Cristo (vs.23-24). E conclui dizendo uma palavra sobre o significado da morte de Cristo na cruz (vs.24-25).

Quarta – I Pe 3.1-7. Pedro escreve também sobre os deveres dos casados. A mulher precisa respeitar a autoridade do marido e cuidar mais do seu “interior” do que do seu exterior. (Mais tempo com a Palavra do que com o espelho, mais tempo no salão de cultos do que no salão de beleza). E o marido precisa separar tempo para a família e tratar a esposa com respeito e dignidade. Se não o fizer, suas orações serão interrompidas! A quebra da comunhão horizontal (com a esposa) interrompe a comunhão vertical (com Deus)!

Quinta – I Pe 3.8-12. O apóstolo agora fala dos relacionamentos com os irmãos da igreja, a família maior. Palavras bonitas e necessárias. Os vs. 10-11 recomendam cuidado especial com a língua (lembre-se de Tg 3). E o v. 12 lembra o que vimos ontem sobre o que “interrompe” nossas orações.

Sexta - I Pe 3.13-17. Pedro já se referiu aos relacionamentos empregadoXpatrão, maridoXmulher, irmãoXirmãos. Agora, fala do relacionamento do cristão com os de fora da igreja. Se agirmos bem, talvez não tenhamos problemas. Mas, se os tivermos, não por falta nossa, mas por sermos cristãos, “bem-aventurados sois”! (Ver Mt 5.10-12).

Sábado – I Pe 3.18-22. Outra vez o exemplo de Cristo diante do sofrimento injusto (rever 2.21-25). Pedro resume a doutrina referente à morte de Cristo: seu sacrifício foi de uma vez por todas (suficiente), pelos nossos pecados (expiatório) e para conduzir-nos a Deus (reconciliador) (v.18). O apóstolo acrescenta que, entre a morte e a ressurreição, Cristo, em espírito, “foi e pregou aos espíritos em prisão…” (espíritos dos contemporâneos de Noé, condenados por sua desobediência (19-20. Veja II Pe 2.4-9).

Pr. Éber César