Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
14 Apr
“O Senhor estava com ele;
era bem sucedido em tudo o que fazia” (II Re 18.7, NVI).
Todos os dias a televisão e revistas do tipo “Caras”, “Isto é Gente”, “Fama” e outras exaltam indivíduos que, dizem, estão “fazendo sucesso”. Na sociedade em que vivemos isto geralmente significa que tais pessoas estão ganhando muito dinheiro, aparecendo muito e ficando famosas. Não importa como…
Esta semana, folheando uma revista de notícias, li a reportagem sobre uma socialite famosa, muito rica, casada e divorciada duas vezes, que está para iniciar um programa de TV. A reportagem destaca esta sua frase: “Sexo não é problema. Tenho um amigo só para isso”. Sucesso? Participar do Big Brother é sucesso? Posar nua para uma revista masculina é sucesso? Ocupar elevado cargo político e enriquecer às custas de certas falcatruas é sucesso? Idem, como líder religioso…
Cristãos verdadeiros têm outro conceito de sucesso e de como alcançá-lo. Vamos pensar um pouco neste assunto, tomando como exemplo o rei Ezequias, de Judá, nos tempos do Velho Testamento. Sua história está registrada em II Re 18.1-7. O v. 7 resume: “O Senhor estava com ele; era bem sucedido em tudo o que fazia” (versão NVI). Vemos, de pronto, que o verdadeiro sucesso depende da relação do indivíduo com Deus! Ezequias se deu bem porque…
1. “Fez o que era reto perante o Senhor…” (v.3).
ou, como diz outra versão, “fez aquilo que agrada a Deus” (v.3, BLH). Entre outras coisas, ele acabou com os rituais e cultos idólatras que Israel copiava das nações pagãs (v.4). No Brasil, país cristianizado, mas pouco cristão, não praticamos aqueles mesmos cultos e rituais pagãos; todavia, há muita superstição e adoração de imagens, mesmo que alguns expliquem que se trata apenas de veneração. Alguns grupos, ditos evangélicos, estão hoje fazendo coisas parecidas. Além disso, há aqueles ídolos menos óbvios: dinheiro, bens, video-games, Internet e até pessoas, “astros” e “estrelas” do mundo artístico e do esporte. Há também o culto do “ego”, isto é, dos próprios interesses e vaidades. Esses ídolos tomam o lugar de Deus e de Cristo em nossos corações.
2. Ezequias “confiou no Senhor Deus de Israel” (v.5).
Acabando com aqueles cultos e rituais idólatras, o rei mostrou ao seus súditos que ele não confiava nos ídolos, mas somente no Deus vivo e verdadeiro.
Muito antes de Ezequias, o rei Davi orou: “Deus meu, em ti confio… Faze-me, Senhor, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação em quem eu espero todo o dia” (Sl 25.1-5). Orações assim, feitas com sinceridade, garantem o verdadeiro sucesso.
3. Ezequias “se apegou ao Senhor…” (v.6).
Que expressão bonita! Muitos se apegam à pessoas e coisas erradas! É o jovem que se apega à namorada descrente; é o homem de negócios que se apega ao dinheiro; é a mulher que se apega às vaidades do mundo, tudo em detrimento da espiritualidade e do serviço a Cristo.
Apegamo-nos a alguém ou a alguma coisa para amar, para servir, para viver para aquela pessoa ou coisa. E é assim que definimos nossas prioridades e compromissos, e a natureza do sucesso que buscamos.
O Senhor disse uma vez a Israel: “Vê que proponho hoje a vida e o bem, o morte e o mal… a bênção e a maldição: escolhe, pois, a vida… amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida…” (Dt 30.15,19-20).
Na história curta do rei Ezequias, destacam-se estas palavras “Assim foi o Senhor com Ezequias: para onde quer que saía, lograva bom êxito” ou “era bem sucedido em tudo o que fazia”. Assim como? (1) Fazendo o que era reto perante o Senhor; (2) Confiando no Senhor; (3) Apegando-se ao Senhor para segui-lo e fazer sua vontade.
Esse estilo de vida garante sucesso! Não necessariamente o que o mundo considera sucesso. Mas uma vida que agrada a Deus e que ele abençoa com amor, paz, alegria, perdão, consciência pura, salvação…
Pr. Éber, no Boletim da I.P.Luz do Mundo, 13/04/2008
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