Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
5 Apr
Se você não está mais brigado com Deus, e tem vivido em amizade ou comunhão com ele, submetendo-se à sua direção e dependendo de sua bênção, você precisa saber ou recordar sempre como isto pôde acontecer.
O apóstolo Paulo escreveu a respeito em II Co 5.18-21: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo… Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões… Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus…”
Esta passagem traz a essência do evangelho e ensina verdades muito importantes.
1. As pessoas precisam ser reconciliadas com Deus.
“Todos pecaram…” (Rm 3.23) e tornaram-se “inimigos” de Deus. Por isso Paulo escreveu: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus…” (Rm 5.10).
2. A reconciliação é obra de Deus.
“…tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo…” (II Co 5). “… se nós, quando inimigos, fomos reconciliados…” (Rm 5).
A palavra “tudo”, no primeiro texto, refere-se às coisas que Paulo mencionou nos vs.14-17: morte e ressurreição de Cristo, conversão e nova vida do pecador arrependido. O pecador não tem condições de decidir se quer ou não reconciliar–se com Deus e, então fazê-lo, se o desejar; não têm como satisfazer às exigências da justiça de Deus. Ver Jr 13.23. Mas Deus muito sabiamente e por amor encontrou um modo de reconciliar os pecadores consigo mesmo, sem violar a sua justiça, sem deixar impunes os pecados dos homens.
3. A reconciliação dá-se por meio de Cristo, da morte de Cristo na cruz.
“… Deus nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo…” ou “… mediante a morte do seu Filho…” (II Co 5.18 ; Rm 5.10). Como? (a) Deus deu seu Filho ao mundo (Jo 3.16); (b) Deus atribuiu a Jesus, seu Filho, a culpa por nossos pecados e os castigou nele. “…ele o fez pecado por nós…” (II Co 5.21. Ver 1 Pe 2.24).
Isto é que é expiação! Foi anunciada e simbolizada no Velho Testamento de muitas maneiras, principalmente através dos sacrifícios animais. Carneiros e ovelhas eram sacrificados no lugar dos pecadores simbolizando aquilo que Cristo faria por nós. Daí a conhecida expressão: “Bode expiatório” (Nm 5.8): aquele que paga pelas faltas dos outros.
4. A reconciliação requer uma declaração de perdão e uma imputação ou atribuição de justiça.
“Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões…” (perdoando-os). “Mundo” aqui não significa todas as pessoas do mundo, mas pessoas de todo o mundo, de todas as nações e classes sociais (Mt 28.19; At 15.14; 18.10).
“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co 5.21). Deus perdoa o pecador arrependido e lhe imputa ou atribui a justiça de Cristo. Ver Rm 3.23-24; Fp 3.8-9).
5. A reconciliação (que envolve perdão e imputação de justiça) torna-se real em nossa vida quando cremos.
Conquanto tenha dito “Tudo provém de Deus…”, o apóstolo faz um apelo: “Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus!” (v.20). Noutra passagem: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus” (Rm 5.1). A iniciativa é de Deus, mas os pecadores precisam aceitar ou corresponder com arrependimento e fé (Mc 1.15; At 16.31; Ef 2.8-9). Maravilha maior ainda é que até isso Deus soberanamente e graciosamente faz acontecer. Portanto, é correto orar pedindo-lhe que atue no coração das pessoas, convertendo-as.
Esta justificação não garante perfeição nesta vida. Significa perdão garantido e ajuda para a santificação contínua, até à morte e, então, na ressurreição, a glorificação eterna, quando, por fim, seremos perfeitos! Ver Fp 1.6; II Co 3.18; I Jo 3.2).
6. A reconciliação responsabiliza-nos para a missão.
“Deus… nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo… Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.” (II Co 5.18-20).
a) Todos somos embaixadores, não somente os pastores (“Nos confiou…”).
b) Os embaixadores servem em terras estrangeiras, representando ali o seu rei e o seu país. Jesus disse aos seus discípulos: “Não sois do mundo…” (Jo 15.19). E orou por eles: “Pai, eles não são do mundo… Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo 17.16,18).
c) Os bons embaixadores são fiéis na transmissão da mensagem. “(Deus)nos confiou a Palavra da reconciliação…” Esta é a Palavra que temos que transmitir. É o Evangelho!
(Resumo de mensagem pregada pelo Pr. Éber no último domingo de Páscoa).
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