
Este é um resumo, quase um esboço, de sete mensagens que o Pr. Éber César pregou nos cultos matinais da Igreja P. Luz do Mundo, começando no primeiro domingo do ano (2008). Particularmente, este estudo me fez muito bem, renovou mesmo alguns aspectos importantes da minha vida e ministério. Agradeço ao Senhor! Meu desejo maior é que esta renovação continue e que, como Deus planejou, eu seja mais e mais conformado “à imagem do seu Filho” (Rm 8.29).
E você, meu irmão, minha irmã? De tudo o que foi dito, o que mais tocou o seu coração? De que modo isso afetou sua vida com Deus, seus hábitos, suas relações familiares, sua participação na igreja?
Vamos lembrar e registrar os pontos principais desta série de mensagens, e indicar os textos em que se baseiam (e que devemos decorar):
(1) Renovação da mente;
(2) Por que Deus permite tentações;
(3) As condições básicas para a vitória;
(4) Livrando-se da culpa;
(5) “Em Adão” ou “em Cristo”?;
(6) O Poder do Espírito;
(7) A intercessão do Espírito, de Cristo e dos irmãos.
1. A renovação da mente.
Em Rm 12.1-2, o apóstolo Paulo ensina que, vivendo para o Senhor, deliberadamente rejeitando a forma de vida dos que não dão a mínima para Deus, e renovando a mente, somos transformados (ou santificados) e experimentamos a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” em nossa vida. Podemos renovar a mente, substituir pensamentos ruins por pensamentos bons (Fp 4.8; Cl 3.1-2). Será sempre uma conquista, porque, em grande medida, fazemos e somos o que pensamos (Mc 7.21).
2. Por que Deus permite tentações?
Nesse esforço, deparamo-nos com muitas dificuldades e tentações. E nos perguntamos: Por que é tão difícil? Por que Deus não facilita as coisas para nós? Por que permite que o diabo nos tente? Por que deixa que tais ou quais situações, pessoas e coisas tentadoras cruzem nossos caminhos? a) Para testar nosso amor e lealdade. Ele quer que façamos nossas escolhas e aprendamos a viver para o seu agrado (Dt 8.2; Cl 1.10; I Ts 4.11). b) Para desenvolver nosso caráter. A cada vez que dizemos “não” a um mal habito ou a uma tentação, por amor a Deus e em obediência à sua Palavra, nos tornamos melhores e mais fortes (Rm 8.28-29). “Se dissermos ‘NÃO’ à tentação, automaticamente dizemos ‘SIM’ a algo muito melhor” (E. Lutzer).
3. Condições básicas para a vitória:
a) Acreditar que Deus é bom e quer o nosso bem. Eva cometeu o primeiro pecado porque acreditou na conversa de Satanás quando este sugeriu que Deus não tinha boas intenções para com ela e seu marido… (Gn 3.4-5. Ver Jo 10.10; Rm 12.2, final). b) Assumir que somos responsáveis por nossas escolhas. Nada de “A mulher que tu me deste…” ou “A serpente me enganou…” (Gn 3.11-13). c) Acreditar na vitória. No contexto mesmo do primeiro pecado de Adão e Eva, e de seu castigo, Deus fez a primeira promessa de redenção (Gn 3.15). Veja o que mais
ele prometeu em I Co 10.13. Paulo, com humildade, mas com confiança, afirmou: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). Disse também, em meio a muitas dificuldades: “Em todas essas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.37).
4. Livrando-se da culpa.
Culpa é coisa séria: causa danos à saúde física, emocional e espiritual (Sl 32).Só tem um jeito: resolver de vez as pendências do passado. “Se eu ao menos…” Nossa mente e o diabo costumam usar nossos erros e pecados passados para arruinar nosso presente e nosso futuro. É possível recomeçar? Num sentido não. Alguns maus hábitos, erros e pecados têm conseqüências desastrosas e permanentes. Temos que assumi-las! Num outro sentido, sim. Deus é soberano, gracioso, perdoador, redentor! Por isso, de fato, “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus…” Ele faz que o mal, de algum modo, redunde em bem, e cumpre seus propósitos (Rm 8.28; Gn 50.20). Para livrar-nos da culpa, precisamos: (a) identificar sua causa, lembrando que há falsos sentimentos de culpa; (b) apropriar-nos dos benefícios da expiação realizada por Cristo na cruz (I Co 15.3; I Jo 1.7; Sl 103.1-4); (c) quando for o caso, restaurar relacionamentos (Mt 5.24); (d) confiar na graça de Deus (Ef 2.8-10).
5. “Em Adão” ou “em Cristo”?
Todos queremos vencer maus hábitos e o pecado. Mas como é difícil! É como tentar esvaziar um pântano. Em algum lugar por ali, há uma fonte e a água flui sem parar. Jesus identificou a fonte de todos os nossos maus hábitos e pecados: “Do coração procedem…” (Mt 15.19). Paulo a chamou de “carne” (Gl 5.19-21) e “velha natureza” (Ef 4.22). Tais palavras e expressões referem-se àquela tendência terrível que temos para o pecado. Herdamos isso de Adão. De fato, o mesmo Paulo escreveu: “Por um só homem entrou o pecado no mundo…” (Rm 5.12). Mas, veja o que ele diz em seguida: “… como pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também por meio da obediência de um só (Cristo), muitos se tornarão justos (v.19). A questão é: vamos viver “em Adão” (na carne) ou “em Cristo” (no espírito)? Leia Gl 5.16-25 observando as “obras da carne” em contraste com o “fruto do Espírito”. Viver “em Cristo” significa receber Jesus Cristo no coração, como Salvador e Senhor, e viver dependendo dele e confiando nele em todas as circunstâncias, incluindo tentações Cl 2.6; II Co 5.17. Nenhuma fórmula ou ritual substitui: (a) dependência humilde da ajuda de Cristo; (b) leitura diária e cuidadosa da Bíblia; (c) vigilância e oração constantes; (d) obediência à Palavra de Deus.
6. O poder do Espírito Santo.
Cristo ensinou, corrigiu, conduziu e guardou seus discípulos pessoalmente quando esteve na Terra (ministério terreno). Alguns dias depois de sua ascensão ao céu (At 1.9-11), ele enviou o Espírito Santo, que, com o mesmo poder, nos convence de pecado, nos ensina, ilumina, conduz e fortalece (ministério celestial através do Espírito). Ver Jo 14.16, 26; 16.12-14; At 1.4-5,8). Uma outra passagem muito bonita é Jo 7.37-39. No contexto da festa dos Tabernáculos, quando os sacerdotes derramavam água nas escadas do Templo para lembrar a provisão de água para Israel, no deserto, Jesus disse, em alto e bom som: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim… do seu interior fluirão rios de água viva. Ele disse isto com respeito ao Espírito Santo que haveriam de receber os que nele cressem…” Desde o Pentecoste (At 2), recebemos o Espírito Santo quando cremos em Jesus. O coração, o homem interior (fonte referida no item anterior) não vai jorrar água podre, mas “água da vida”, o “fruto do Espírito” (Gl 5.22-23).
7. A intercessão do Espírito, de Cristo e dos irmãos.
Vamos terminar lembrando o papel da oração intercessória em nossa luta contra o pecado. “O Espírito nos assiste em nossa fraqueza… intercede por nós sobremaneira…” Cristo “está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.26,34. Ver Hb 4.15-16). Que orações! Estas, sim, são poderosas! Mas Cristo quis que participássemos deste seu ministério. Determinou que orássemos uns pelos outros (Tg 5.16). Que privilégio! Que ajuda poderosa!
Pr. Éber César
(Vindo a igreja de um tempo difícil, orei a Deus, no final do ano, buscando sua direção sobre o que fazer, o que pregar, que rumos tomar. Deparei-me, então, com o excelente livro de Erwin Lutzer, Vencendo a luta interior, Ed. Betânia. Fui muito abençoado com sua leitura e entendi, também, que Deus me dera a orientação para esta série de mensagens a qual, levando em conta o começo de um novo ano e de uma nova faze, dei o título RENOVAÇÃO. As idéias principais vêm do citado livro).
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