Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
12 Mar
Texto base: Lucas 6.27-45
Gente boa! Diz-se de uma pessoa que, de um modo ou de outro, manifestou bondade, amor, compreensão, generosidade, espírito perdoador. Não há muita gente assim, infelizmente. É preciso ser cristão de verdade para ser gente boa! É preciso estar imbuído do Espírito de Cristo.
Jesus, nosso Salvador, a quem dizemos amar e seguir, foi Gente Boa. Mais do que isto, Ele foi perfeito. E “deixou-nos exemplo para seguirmos os seus passos” (I Pe 2.21-23). Em várias ocasiões, Ele ensinou a bondade, o amor, a generosidade, o perdão, e todas as demais virtudes da gente boa. Com base no texto de Lucas indicado acima, vamos destacar alguns dos Seus ensinos a respeito.
“Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam. Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é a vossa recompensa? Até os pecadores fazem isso. E se emprestais àqueles de quem esperais receber, qual é a vossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois Ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai” (vs. 27-36. Ver Êx 23.4-5 e Rm 12.17-20).
Note como Jesus distingue o amor, a bondade e a misericórdia da gente boa, dos verdadeiros filhos do Altíssimo, do “amor” e pretensa “bondade” que há por aí.
“Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á…” (vs.37-38).
Jesus não proibiu o julgamento e a condenação de qualquer espécie (Ver o v. 42 e Jo 7.24; I Co 6.3-5; I Ts 5.21). O que Ele condena nesta passagem é o espírito crítico, o julgamento impiedo, sem misericórdia.
“Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave que está no teu olho e então verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão” (vs.39-42).
Jesus ensinou também que tais procedimentos bons ou maus têm a ver com o caráter, com aquilo que a pessoa é interiormente. Ele usou duas figuras para falar disso: a da árvore e a do tesouro (vs. 43-45).
“Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tão pouco árvore má que dê bom fruto. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu fruto…” “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau, do mau tesouro tira o mau; porque a boca fala do que está cheio o coração.”
Isto é muito sério. Significa transparência involuntária. Queiramos ou não, todos saberão se somos bons ou maus, cristãos verdadeiros ou cristãos nominais e tradicionais; gente boa ou gente má. Saberão também o que temos armazenado no baú do coração…
Ora, gente má somos todos, desde o nascimento. Herdamos o chamado pecado original e cometemos os nossos próprios pecados. Contudo, mediante o arrependimento humilde e sincero, a fé em Cristo e o recebimento do Espírito Santo, somos perdoados e transformados. Viramos gente boa. Mais provavelmente não de uma hora para outra. O processo às vezes é demorado e difícil, mas também contínuo e maravilhoso. Porque
“Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17).
E “o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5.22-23).
Leave a reply