Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
1 Mar
Os pais amam seus filhos e querem o melhor para eles. Mas, o que é melhor? As opiniões variam. Alguns fazem todas as vontades dos filhos, dando-lhes, na medida do possível, os brinquedos mais cobiçados. Hoje, com o avanço da tecnologia, as crianças querem carrinhos e robôs elétricos, bonecas que cantam, falam, pedem abraço e fazem pipi; os maiores querem celular, i-Pod, videogame, Internet, etc. Nada mal se as finanças e prioridades da família o permitem e se usado com moderação e bom-senso. Muitos pais preocupam-se com a formação intelectual e profissional dos filhos. Melhor ainda.
Mas, há coisas mais importantes. Deveriam ser as prioridades dos pais que amam verdadeiramente seus filhos. Refiro-me à formação moral, aos bons costumes, aos valores cristãos. Sem estes, mais provavelmente os pais vão ter problemas com seus filhos adolescentes e jovens. A pressão para o mal é muito grande. Nossos filhos têm oferta abundante de cigarro, drogas, sexo promíscuo, pornografia, corrupção… Para fazer frente a tudo isso e salvar essa turminha querida, só a formação cristã sólida, embasada na Bíblia.
A coisa mais importante.
No Velho Testamento, Deus mandou Moisés dizer ao Povo de Deus: “Ouça, Israel: O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração… “ (Dt 6.4-6).
Séculos mais tarde, Jesus diria que este é o primeiro e maior de todos os mandamentos: “Amar a Deus de todo o coração…” (Mt 22.37).
Amar a Deus de todo o coração implica obedecer aos seus mandamentos (Dt 6.17), fazer o que é justo e bom aos olhos do Senhor (v.18). Outras muitas passagens, principalmente no Novo Testamento, dão exemplos práticos: não mentir, não roubar, não praticar imoralidade, não dizer palavras obscenas, amar e tratar bem a esposa e ser-lhe fiel (e a esposa ao marido), corrigir os filhos, sem, contudo, provocar-lhes a ira, trabalhar com honestidade, respeitar as autoridades, etc. Evidentemente, isto só é possível com a ajuda do próprio Deus.
A ajuda necessária.
A boa notícia é que Deus nos ama e quer ajudar-nos. De fato, ele enviou seu Filho ao mundo para assumir a culpa dos nossos pecados, pagar por eles, na cruz, perdoar-nos os pecados já cometidos e ajudar-nos a viver uma vida nova, liberta da escravidão ao pecado. É o que acontece quando nos arrependemos dos nossos pecados e cremos em Cristo como nosso Salvador e nos submetemos ao seu senhorio, à sua vontade e direção. O apóstolo Paulo escreveu: “Se alguém está em
Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17). O Espírito Santo, que é o Espírito de Cristo, vem habitar em nós (v.24) e nos ajuda a ter amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio e outras virtudes (Gl 5.22-23). Isto é ser cristão! Isto é amar a Deus de todo o coração, e é assim que ele nos ajuda!
É preciso ensinar aos filhos!
Note ainda que, no texto de Deuteronômio, os pais precisam amar a Deus e ter suas palavras bem guardadas no coração para, então, ensiná-las aos seus filhos. Como? O texto diz: “Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em sua casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar” (Dt 6.7-8). Isto é, em todas as oportunidades que a vida em família oferece. Mas, então, é preciso ter vida em família, ter tempo com os filhos.
O texto acrescenta: “Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões” (vs.8-9). Ou seja, coloque lembretes e cartazes, mas não se esqueça… É imprescindível!
É preciso começar cedo.
As crianças são bem mais receptivas do que os adolescentes e os jovens. Portanto, quanto mais cedo começar, melhor. No Novo Testamento, temos um exemplo maravilhoso. Em uma de suas viagens missionárias, o apóstolo Paulo ouviu falar de um jovem chamado Timóteo. “…dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio” (At 16.1-2). Quer dizer, todos admiravam e falavam bem desse rapaz. Qual era o seu segredo? Paulo ficou sabendo depois, e anos mais tarde escreveu a Timóteo: “Dou graças a Deus… ao lembrar-me constantemente de você… em minhas orações… Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe, Eunice, e estou convencido de que também habita em você”. E mais: “Porque desde criança você conhece as Sagradas letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus (II Tm 1.3-5). Ao que parece, o pai de Timóteo morreu cedo, mas a avó e a mãe deram conta do recado. Sorte dele!
Ensinamos tantas outras coisas, por que não ensinar o mais importante, o que pode salvar nossos filhos?!
Pais, amem a Deus, a Cristo, à Bíblia, à Igreja. E ensinem seus filhos a amá-los também e viver a vida cristã. Dê-lhes o melhor: a fé, o conhecimento de Cristo, os valores cristãos.
Pr. Éber César, no Dia dos Pais, 2008,
Leave a reply