3. O Caminho do Estudo Bíblico

A tristeza é recorrente em todas as idades, com maior ou menor frequência, gravidade e duração. Graças a Deus, temos, também, sobejos motivos e meios para superar a tristeza e viver mais felizes. Nesta série de mensagens, estamos mapeando o que chamamos de Caminhos da Alegria. Já mostramos o Caminho da Comunhão com Deus (“Alegraivos no Senhor”) e o Caminho da Adoração Verdadeira (“Celebrai com júbilo ao Senhor… Exultai perante o Senhor…”). Agora, vamos assinalar o Caminho do Estudo Bíblico.

A segunda parte do Salmo 19 exalta a Palavra de Deus, a Bíblia. Começa dizendo: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma… Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração…” (vs.7,8). A Palavra de Deus, quando lida com atenção e devoção, restaura a alma desanimada e entristecida. Por isso, o salmista acrescentou: “Os juízos do Senhor são verdadeiros… São mais desejáveis do que ouro… e mais doces do que o mel” (v.10). Diríamos a mesma coisa? Valorizamos e priorizamos a Palavra de Deus?

Nossas tristezas são causadas por circunstâncias adversas, perdas, atitudes das pessoas, coisas que nos dizem… (ou não dizem). Muitas vezes, resultam dos nossos próprios pecados. Vêm com a culpa e com o arrependimento. Em cada caso, devemos considerar seriamente esta advertência do apóstolo Paulo:
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne (pessoas como nós), e, sim, contra… os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal…” (Ef 6.1-12).

O diabo e seus demônios usam as circunstâncias e as pessoas para nos afastarem de Deus, da adoração, da igreja, enfim, dos caminhos da alegria! À margem ou longe destes, há desorientação, isolamento, pedras, espinhos, tristeza. É uma luta, uma verdadeira batalha espiritual.

Nos versos seguintes, o apóstolo, tendo em mente a armadura do soldado romano de sua época, ilustra os recursos espirituais que Deus proveu para os cristãos lutarem e vencerem essa batalha. São as armas espirituais do crente. Uma delas é “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef 6.17). A Bíblia, inspirada pelo Espírito, é uma arma poderosa. Entretanto, não adianta muito ter uma arma e não saber usá-la.

Os soldados romanos eram bem treinados no manejo da espada. Pensando neles, outra vez, Paulo escreveu ao jovem pastor Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus como obreiro aprovado… que maneja bem a Palavra da verdade” (II Tm 2.15). É da máxima importância ler e estudar a Bíblia regularmente, com interesse, com a mente e o coração receptivos, e com a disposição de colocá-la em prática. Isso inclui a Palavra pregada nas reuniões da igreja e estudada em grupos.

Qual é a motivação? Qual é a vantagem? “Os preceitos do Senhor… alegram o coração…” Por isso “são mais desejáveis do que o ouro, mais doces do que o mel…” (Sl 19.10). Como o Salmo 19, o 119 também exalta a Palavra de Deus. A certa altura, o salmista, em oração, declara: “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia… Sobre mim vieram tribulação e angústia, todavia os teus mandamentos são o meu prazer” (Sl 119.97,143).

Um homem rico, no dia do seu aniversário, quis presentear seus criados. Reuniu-os na sala, e perguntou a cada um deles:

- O que você prefere receber: Esta Bíblia ou este dinheiro?
O cocheiro respondeu: “Eu gostaria de receber a Bíblia, mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será mais útil!”

O jardineiro, escolhendo bem as palavras, falou: “Minha mulher está doente… O dinheiro pode ajudar.

Noutras circunstâncias eu escolheria a Bíblia.”
A cozinheira disse: “Eu até que sei ler, mas não tenho tempo nem para folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo.”

A arrumadeira, por sua vez, disse: “Eu já tenho uma Bíblia e não preciso de outra; prefiro o dinheiro.”

Finalmente, chegou a vez do menino de recados. Sabendo-o necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe: “Certamente você também prefere o dinheiro… Poderá comprar um sapato novo, não é mesmo?”

- “Muito obrigado pela sugestão… mas vou preferir a Bíblia. Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro…”

Ao receber o bonito volume, o menino o abriu, muito feliz. Surpreso, encontrou dentro dele dinheiro suficiente para comprar sapatos e muito mais.

Normalmente, não encontramos dinheiro dentro das Bíblias… Mesmo assim, por seu valor espiritual, ela é mesmo mais desejável que o ouro e nos traz grande alegria.

Você tem um tempo diário para ler a Bíblia, meditar, aplicar e fazer anotações? Ama esse exercício espiritual? Tem tido alegria com isso? Experimente!

Pr. Éber Lenz César
Pregado na Igreja Presbiteriana Luz do Mundo, Rio de Janeiro, 2007